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Derrubada do Horto teve visita prévia de comandante e recrutas


Guilherme Arana e Malcom conversavam no quarto que dividiam, na concentração do Corinthians, pouco após a chegada a Belo Horizonte, no sábado. O telefone tocou, e os garotos foram chamados pelo gerente de futebol Edu Gaspar. O comandante Tite fez uma proposta, prontamente aceita pelos recrutas.
“Ele falou: ‘Querem ir lá ver o campo?’. A gente falou: ‘Com certeza’. A gente caminhou dentro do campo e viu direitinho como era, para chegar ao jogo e fazer o nosso melhor. A gente estava preocupado porque nunca tinha jogado aqui, não conhecia as dimensões do gramado”, comentou Malcom.
A preocupação ia bem além das condições do terreno do estádio Independência. O que Tite quis de fazer antes do duelo decisivo foi mostrar aos seus soldados mais inexperientes o campo de batalha. No dia seguinte, com boa contribuição dos jovens, o Corinthians triunfou por 3 a 0 no temido Horto.
“Dois moleques de 18 anos jogaram muito. Para encarar o Horto, é muito difícil. Vim com eles, que tiveram humildade, e falei: ‘É aqui a arena, hein?’”, contou o treinador, antes de recordar seus tempos de jovem jogador. “Na primeira vez em que fui jogar no Maracanã, demorei uns 15 minutos para me situar.”

A julgar pelos comentários dos garotos mesmo após a derrubada do Horto, a visita prévia ao Independência acabou ajudando. Se o estádio não estava lotado no sábado nem barulhento como ficaria no domingo, eles começaram a se habituar ao palco do histórico jogo em que o título do Campeonato Brasileiro de 2015 seria decidido.
“Até comentei com o Arana: ‘Pô, vai estar um caldeirão’. Ele falou: ‘Pô, vai estar o aço’. A gente conversa bastante”, relatou Malcom. “Sim, sim. A gente não conhecia ainda e estava imaginando como seria o estádio lotado. Graças a deus, deu tudo certo”, vibrou Arana.

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