Mandatário de time turco sequestrar árbitro após pênalti não marcado
Os assuntos esportivos invadiram as páginas policiais dos jornais turcos nesta sexta-feira. Dois dias após o empate em 2 a 2 de Trabzonspor e Gaziantep, a imprensa local noticiou uma espécie de “sequestro” do trio de arbitragem. Sem métodos violentos e aterrorizantes, o protocolo adotado pelo presidente do Trabzonspor gerou diversos questionamentos por parte da imprensa e até forçou o presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, a interferir na questão para solucionar o impasse sem maiores desdobramentos.
O acontecimento foi motivado por um pênalti não marcado pelo árbitro Cagatay Sahan já nos acréscimos da partida, o que gerou a revolta dos jogadores e dos torcedores do Trabzonspor. O árbitro e seus quatro auxiliares foram ordenados a ficarem no vestiário, onde permaneceram reclusos por quatro horas, até a chegada do presidente do clube, Ibrahim Haciosmanoglu, que estava em Istambul, ao estádio Avni Aker.
Segundo a imprensa, Ibrahim ordenou que os árbitros não saíssem das dependências do estádio até que ele chegasse. Diante do impasse, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, recomendou ao presidente do Trabzonspor a soltura dos árbitros para que um escândalo não fosse causado diante da imprensa.
Conhecido pelo notável poderio financeiro, Haciosmanoglu, empresário que construiu a carreira no setor comercial e, graças aos investimentos, conseguiu trazer Samuel Eto’o à equipe recém-promovida à elite turca no início do ano, já tentou até ser presidente da Federação de Futebol da Turquia, mas perdeu pleito disputado na última década e decidiu assumir o clube da terra natal, Trabzon.
