Depois de, enfim, chegar ao G4, Peixe mira novo tabu no Brasileiro
Foram cinco anos ou 187 rodadas de angustia, mas, no último domingo, depois da vitória por 3 a 1 em cima do Fluminense, na Vila Belmiro, o Santos voltou a figurar entre os quatro primeiros colocados na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Assumir o quarto lugar depois de lutar para fugir da zona de rebaixamento já é visto como uma vitória pelo time de Dorival Júnior, que ainda briga pelo título da Copa do Brasil paralelamente.
No entanto, a ordem é aproveitar o embalo da equipe na competição por pontos corridos e focar no próximo objetivo, que é manutenção de sua posição. E com este objetivo em mente, o Peixe pode quebrar uma nova marca em breve: assumir a terceira colocação.
A última vez que o torcedor santista viu sua equipe ocupar tal posto foi no longínquo 31 de maio de 2009. Uma vitória por 3 a 1 no clássico contra o arquirrival Corinthians, no velho alçapão da Vila, fez o alvinegro praiano terminar aquela 4ª rodada apenas atrás de Internacional, então líder, e Vitória, o vice na ocasião.
A partida teve Paulo Henrique Ganso como grande protagonista. O meia, que ainda era idolatrado pela torcida do Peixe, marcou dois gols, enquanto Madson fez um. O zagueiro Renato Chaves descontou para o time de Parque São Jorge. No banco, Vanderlei Luxemburgo se sobressaiu a Mano Menezes.
Na próxima partida pelo Brasileiro deste ano, o time de Dorival Júnior encara o Grêmio, justamente atual terceiro colocado na tabela, em Porto Alegre. Com seis pontos atrás de seu rival gaúcho (46 a 52), o plano santista é aproveitar o confronto direto para diminuir essa diferença e, quem sabe tão logo, derrubar mais um incômodo jejum, que também deixaria a equipe com um pouco de ‘gordura’ na intensa briga por uma vaga na próxima Copa Libertadores da América.
Mesmo que vença no Sul, o Santos completará 199 rodadas sem ser terceiro. Porém, com a confiança de quem já provou que ainda pode surpreender nesta reta final. Por outro lado, uma derrota provavelmente fará com que o G4 deixe de ser novamente uma realidade.
