Atual jogador do norte-americano Orlando City, mas com duas passagens pelo Milan, o meia Kaká foi acusado de evasão fiscal de 2 milhões de euros (cerca de R$ 8,8 milhões) em impostos através da gestão de seus direitos de imagem por uma suposta empresa fantasma. A defesa do jogador na Itália, no entanto, reafirma a inocência. A sentença final do processo é esperada para 23 de novembro.
Aos 33 anos, Kaká teve sua primeira passagem pelo futebol da Itália entre 2003 e 2009, quando já se envolveu em uma polêmica com o fisco italiano por, na temporada 2008/2009, ter deixado de pagar cerca de 2 milhões de euros em impostos. Segundo Daniele Ripamonti, advogado do jogador, a pendência com a Justiça italiana foi resolvida após Kaká ter reembolsado o valor.
Neste novo indiciamento, após, inclusive, a segunda passagem pelo Milan, que aconteceu entre 2013 e 2014, o brasileiro responde pela criação da empresa Tamid Sports & Marketing, por meio da qual evitava a cobrança de impostos procedente da comercialização de sua imagem. A defesa do jogador, no entanto, contesta que a sociedade seja fora dos moldes.
“Na época meu cliente era um dos jogadores mais valorizados do mundo. Tinha concedido a um terceiro sujeito os direitos de sua imagem, não para satisfazer desejos de otimização fiscal, mas por puro interesse econômico, para conseguir o maior número de contratos”, disse o advogado, que já evitou a abertura de um processo legal à época da dívida com do atleta com o fisco.
A juíza Lorella Trovato programou para 23 de novembro a continuidade do processo na Segunda Seção Penal do Tribunal de Milão. Nesta data, é esperado que a sentença final com relação a ação contra Kaká seja expedida.
Via: Gazeta Esportiva
